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Interpretações, Significados e Análises de Letras de Músicas

Jack Soul Brasileiro

     Já te ocorreu que o brasileiro é muito acostumado a desvalorizar o que é próprio seu? Que desvalorizam a sua cultura, a sua dança, a sua música, a sua gente? Eu, pelo menos, creio que uma grande maioria de nós deixa descer goela abaixo tudo que os estadunidenses, ingleses e afins querem que que a gente engula.
     Penso que a gente tem muita coisa boa. Não precisamos importar música.
     Muita gente, talvez, não tenha consciência, por exemplo, da importância que Jackson do Pandeiro tem para a nossa cultura. Mas Lenine, ao compor Jack Soul Brasileiro, compôs uma grande homenagem a Jackson.


  • O TÍTULO
     Já falei várias vezes que o título quase sempre define a música. O título resume a obra e, mais que isso, nos norteia para que possamos entender o que ela quer nos passar. Em Jack Soul Brasileiro não é diferente.
  1. O Significado de "Monte Castelo", da Legião Urbana
  2. Decifrando uma letra de música
     O nome artístico de Jackson do Pandeiro 'nasceu de um apelido que ele mesmo se dava: Jack, inspirado em um mocinho de filmes de faroeste, Jack Perry'[2]. Assim, no título, Jack faz referência a Jackson; Soul, em tradução literal do inglês, significa 'alma'; e Brasileiro complementa o sentido. 'Jack Soul Brasileiro', além de ser uma paranomásia de 'Já que sou brasileiro', nos influencia a pensar sobre Jackson do Pandeiro e sua arte e alma caracteristicamente brasileira.
     Cabe também pensar em "Jack, Soul Brasileiro", em referência ao gênero musical, vindo dos negros, das minorias, cantado com a alma, aludindo-no a pensar que Jackson é realmente o Soul do Brasil.

  • O RITMO
     Eu falava de música genuinamente brasileira. E Jack Soul Brasileiro é um dos melhores exemplares para representar nossa cultura.
     O melhor de tudo é que essa música foge do óbvio. Embora Jackson tocasse muito samba com o seu pandeiro, embora o samba seja quase sempre A música nacional, o que rola aqui é uma pegada manguebit muito massa. Dá pra identificar o som lindo do pífano, dá pra sentir a presença do pop rock, do coco de roda de Jackson. Até mesmo o rap marca presença, já que a música é quase sempre interpretada juntamente a "Deixa isso pra lá", de Jair Rodrigues.

  • A HOMENAGEM 

     A música começa e é como se Lenine nos dissesse que, já que somos brasileiros, mesmo com tantas dificuldades, desigualdades e contradições, por que não valorizar o que é do Brasil? É por ser brasileiro que Lenine canta pro "rei da levada" (e do Ritmo), Jackson do Pandeiro. E exalta a cultura nacional, com todo o seu charme e malemolência.
     Lenine passa, então, a perguntar ao interlocutor sobre alguém (que é obviamente Jackson). É um recurso interessante, pois, nesse jogo de advinha, ele vai dando a quem escuta várias características sobre o seu homenageado.
     É legal perceber que, nesse ponto, a música faz menção a ritmos, como a embolada e o coco de roda, e também a várias canções de Jackson do Pandeiro - como 'O canto da ema'.
     Faz-se perceptível a questão saudade. Jackson deixou um oco no lugar, é insubstituível.
     Após a reprodução de um trecho da música 'Cantiga do Sapo', Lenine repete a sequência: exaltação da cultura brasileira, seguida da exaltação de Jackson do Pandeiro. Mas, desta vez, ele canta também um trecho de 'Chiclete com Banana', que sintetiza toda a música, e termina com 'O Canto da Ema'.
  • CHICLETE COM BANANA
     'Eu só ponho bepbop no meu samba quando o Tio Sam tocar um tamborim, quando ele pegar no pandeiro e no zabumba, quando ele entender que samba não é rumba. Aí eu vou misturar Miami com Copacabana, chiclete eu misturo com banana, e o meu samba vai ficar assim..."
     O que Jackson, Lenine, eu e tantos outros queremos dizer é que, se os Estados Unidos não nos valorizam, que sentido há em idolatrarmos tanto a música deles? Qual a razão de preferirmos rock a samba? Por que os tidos intelectuais são os que gostam de blues e country, e não de frevo e forró? Desde quando está estabelecido que o Jazz é melhor do que o Vanerão, desde quando?
     Pode parecer nacionalismo bobo, mas dai a César o que é de César, não somos nem melhores nem piores que ninguém. Somos simplesmente tão bons quanto qualquer um, e isso inclui o imaculado Estados Unidos da América.

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33 comentários:

  1. concordo em parte, pois pra agente expressar uma mensagem coerente e que tenha originalidade e criatividade não precisa ser em rock ou em outro ritmo que tenha vindo de fora...ta ai o seu jorge como prova o samba dele sim faz orgulho de escuta mais acho que alguns artistas prejudica o ritmo que cantão...exemplo o funk se vc for pesquisar o funk ele é tao importantes e satisfatório de escutar como tantos outros mais hoje em dia ele é mal visto por artista(se é que posso chamar assim)que acabam prejudicando uma cultura..manchando a historia de quem luto pra faze-la aparecer

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    1. Oi, Anônimo!
      É verdade, há a questão da música ruim que o Brasil vem produzindo. E nem é apenas o tal funk carioca, mas agora estamos empestados com o pagode, o sertanejo, o "forró" etc e tal.
      Mas há disso em todos os lugares. Todo país do mundo produz essas drogas musicais. Grande parte do rap estadunidense tá aí pra provar isso, com suas músicas fazendo apologia à violência de todos os tipos e ao sexo explicitamente.
      Mas voltando ao funk, o estadunidense, é um ritmo maravilhoso, embora não mais nem menos genial que a bossa nova.
      Obrigada!

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    2. Não entendi por que no último parágrafo a Bossa Nova entrou na estória... Forçação, hein!?

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    3. Não é "forçação", não, Carlos Eduardo. Se você não entendeu o porquê da Bossa Nova ter entrado na estória, eu explico: quis falar de música brasileira que não fosse samba, assim como falei de música genuinamente estadunidense (sem ser o rock). Quis apenas dizer, com isso, que a música estadunidense não é, de modo algum, melhor que a nossa.
      Ademais, eu gosto de Bossa Nova...

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    4. A forçação a que me refiro é a forma como ela entrou na conversa, totalmente fora de contexto. "...O funk não é mais genial que nossa bossa nova...". Entrou no assunto por meio de uma comparação. E uma comparação meio sem razão, pelo menos a nível de coerência com o texto. E, sim, bossa nova é samba. ;)

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    5. Não, bossa nova não é samba. Tem influências do samba, sim, mas não é a mesma coisa. A bossa nova e o samba não estabelecem a mesma relação que o hard rock estabelece com o rock, por exemplo.
      Quanto à "forçação", outra vez, não vejo nenhuma. Ora, uma comparação, sim, o que há de errado nisso? Seria menos irracional se eu tivesse falado do funk e depois dito: "Mas é sempre bom lembrar, para que não esqueças, que a música brasileira, como o samba, o frevo e a bossa nova, não devem nada a nenhum estilo de fora"? Pq era isso que eu queria dizer quando escrevi essa "forçação".
      Eu não enxergo falta de coerência alguma! Apenas conclui o meu texto...

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    6. Irracional também não, né? Se eu usasse esse termo a estaria ofendendo. Mas com essa correção seu texto ficou perfeito! E, sim, bossa nova é samba! =)

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    7. Não, bossa nova não é samba! =D
      Poxa vida, gostei de você! kkkk'

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    8. Rsrs
      Obrigado! Estava com medo de levar uns cascudos virtuais!
      Bom, sou carioca e cresci no meio de sambistas. Todos eram categóricos em afirmar que bossa nova é samba. Depois estudei musica na Escola Musical Chquinha Gonzaga e diziam o mesmo, e vi que a estrutura harmonica e rítmica da bossa é de samba. Não tenho dúvidas quanto a isso!
      http://tvbrasil.ebc.com.br/sambanagamboa/episodio/bossa-nova-e-samba.
      Aí vai um link de uma emissora de respeito quando o assunto é arte.
      Abraço!

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    9. Mas eu ainda não vi onde que bossa nova é samba... Não questionando os sambistas no meio dos quais crescestes; não ignorando tuas formações, mas, pra mim e pra uma pá de gente, bossa nova não é samba.

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    10. A opinião da Rede Brasil não é considerável?

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    11. Opinião por opinião...
      Sem contar que o que eu vi foi um título, "Bossa nova é samba", e nada mais.

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    12. Um título que fala por si só, convenhamos. A rede Brasil é uma autoridade em cultura brasileira, ou você acha que lá tem um monte de "achista". Você ainda não se deu conta do que é a Rede Brasil, ou então é uma troll de primeira! =D

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    13. Bom, fiz minha parte dizendo por que bossa é samba... Agora é sua vez de dizer-me por que não é. Estou bastante curioso!

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    14. Mas eu ainda não vi onde você me explicou o porquê de bossa nova ser samba!

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    15. Ah é! Aguardo sua resposta de "por que não é"! rs

      Até agora só eu apresentei argumentos!

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    16. Bossa Nova = Samba + Jazz!

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  2. Pois é, agente aprende algo novo todos os dias, rs.
    E sobre as questões nacionais o Brasil não precisa mesmo importar música, e se estamos passando este mau momento com nossas novas letras o momento deles também não vai bem!

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  3. Thamirys,
    Acho que dá pra dividir a discussão em pelo menos duas frentes...
    1. A invasão cultural norte-americana - Meu, por mais que tentemos ser nacionalistas não dá pra negar que o mais importante produto de exportação dos estados unidos é a cultura. Seja cinema, jogos de videogame, música ou o que quer que seja, o Mundo consome cultura americana. Ponto pra eles que conseguiram exportar!
    Agora, dentro desse pacote de cultura de exportação é bastante difícil traçar a linha que separa a globalização de fenomenos culturais e a exportação de grandes sucessos mercadológicos, afinal de contas, se o mundo inteiro está " vivendo" Michael Jackson, Madonna, Backstreet boys, Britney Spears, Black eyed peas ou o que quer que seja, ora, alguma coisa esses caras tem!
    2. Gente o Brasil é bastante reconhecido e considerado por sua música. Basta ver (e olha a que ponto chegamos) o Michel Teló! Pessoal, o cara rodou a Europa inteira! E veja que isso em um momento que o Brasil está em voga, pelo suposto momento de crescimento econômico e a Europa está em crise. Aliás, quando se fala do Brasil lá fora, as primeiras coisas que qualquer gringo vai falar ( Ou que o Cao Hamburger quis apresentar no encerramento das olimpíadas) é samba e futebol.
    Concordo que temos uma visão auto-depreciativa da nossa cultura. A verdade é que não conhecemos ela direito. Dá trabalho assistir filme nacional, ouvi música brasileira, enfim. Nossa cultura é mal " vendida". É de difícil acesso.
    Te digo que com o youtube, tudo ficou mais fácil, mas ainda assim...
    Durante anos perdurou neste país a idéia de que cultura é coisa " dazelite" e os artistas são em grande parte responsáveis por isso. O Modernismo de 1922, a Bossa Nova, o tropicalismo, todos movimentos que se elitizaram per se, não se abriram e foram extremamente incompetentes em seduzir o grande público.
    Ora, não precisa ser historiador para saber qual é o destino dos movimentos culturais restritos a pequenos grupos. Basta se atentar ao fato de que o Latim que se perpetuou e deu origem à nossa língua e tantas outras, não era aquele dos escribas, dos senadores. Foi a língua falada nas ruas, o Latim vulgar...

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    1. Olá, Joao!
      Realmente, o mundo consome cultura "americana", e isso não é de hoje. Mas, se o mundo inteiro está "vivendo" Michael Jackson, Madonna, Backstreet boys, Britney Spears, Black eyed peas e o diabo a quatro, ora, alguma coisa tem de muito errado com as pessoas!
      Não sou de todo contra a cultura estadunidense. Nem faria sentido uma generalização dessas. Mas, veja bem, tudo tem limites.
      Lembro-me de, na abertura ou encerramento da copa na África do Sul, ouvir alguém dizer na tv que o Black eyed peas seria a banda do século. Poxa, "I gotta feeling"? "I gotta felling" e "boom boom pow" pra banda do século? Se alguém disser que prefere Neil Young, eu admito, mas Black Eyed Peas et cetera (pra não dizer que não falei do latim), não!
      Quanto ao Brasil ser reconhecido por sua música, concordo em partes. Acho que ninguém lá fora - numa generalidade, claro - tem tanto conhecimento das coisa boas que a gente tem aqui. Ficam, na maioria das vezes, no mesmo esquema de samba, bossa nova, Caetano e sua turma.
      E isso se deve a tudo que você falou mesmo. Mas o gringo não tem obrigação nenhuma de saber do que é nosso. Já a gente... fico pensando no tipo escroto de brasileiro que não procura saber de sua cultura, mesmo que mal vendida. E, ao invés disso, fica nessa ondinha pop que os Estados Unidos vem nos empurrando desde antes da geração coca-cola.
      Enfim, a culpa dos artistas já não lhes cabe. A grande maioria deles já deve estar morta ou aposentada, embora alguns insistam na mesmice... Cabe a nós agora buscar suas obras, quebrar essa cultura de que nossa cultura está sempre em segundo lugar.

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    2. "...concordo que temos uma visão auto-depreciativa da nossa cultura. A verdade é que não conhecemos ela direito. Dá trabalho assistir filme nacional, ouvi música brasileira, enfim..."

      Nunca conheci ou vi alguém que tivesse visão autodepreciativa sobre nossa cultura. Bom, eu conheço bastante e, pelos meus cálculos, há uns vinte por cento de coisa boa e uns oitenta de porcaria.
      Aqui, as pessoas vêem a cultura como forma de ganhar dinheiro, o que acaba fazendo que surjam muitos artistas ruins.
      Mas, definitivamente, posso garantir que a maior parte da cultura consumida aqui no Brasil é feita aqui dentro. E é de péssima qualidade.

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    3. Este comentário foi removido pelo autor.

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    4. Não, Thamirys, por que removeu o comentário? =/ Ponha-o de volta, por favor... Você tocou em pontos muito interessantes para o desenvolvimento do assunto. Eu ia até explicar melhor minha postagem.... =(

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    5. Ah, achei que não cabia (quero ser advogada, mas não vou ficar bancando ser uma até que seja realmente), removi. Enfim, se há um modo de colocá-lo de volta aqui, eu desconheço. Burrice minha! Deveria ter salvo o texto em algum lugar, mas não o fiz.
      Sinto muito... Mas se quiseres explicar melhor tua postagem, cá está o espaço aberto e receptivo pq, como eu bem disse, opiniões são sempre bem-vindas!

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    6. Uma pena, pois iria basear a resposta nos pontos que você ressaltou.
      Bom, se focarmos na produção musical, em específico, afirmo que a maior parte do produto consumido é "made in Brazil". Quanto a isso, creio que todos concordemos. Não sei ao certo a que classe você pertence, economicamente falando. Mas eu pertenço a classe D e sinto isso no dia a dia. Aqui, no Rio, a música consumida se resume, quase que completamente a pseudofunk e samba. Os pseudofanqueiros fazem lixo, e os sambistas, cuja maioria é composta por grupinho de batuqueiros, também não faz arte digna, apenas porcarias, que não têm compromisso com o conteúdo transmitido. Quem faz música no Rio de Janeiro, visa sobretudo dinheiro. E, música que visa dinheiro, segue um formato descartavel, simplista e sem valor agregado. Mero entretenimento vazio.

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    7. Classe C, Carlos Eduardo, classe bem C, pra ser bem sincera. Moro em João Pessoa, na Paraíba.
      O que é produzido por aqui não é muito diferente do que tem por aí. Uns tipos de forró e pagode nojentos! Mas tem uns caras daqui que produzem música muito boa. Tipo Chico César ou, melhor ainda, Vital Farias. Já ouviu falar de Vital Farias? Não? Pois é... É difícil encontrar e ouvir a música desses caras. Você tem que buscar.
      Que há essa produção exagerada de um lixo musical, eu não nego, mas isso começa, em grande escala, no início dos anos 80, e o Brasil "existe" desde 1500. Entende pq não tem como 80% da música brasileira ser uma grande porcaria?
      O que o Brasil conhece do nordeste, por exemplo, são bandinhas como "Aviões do forró", "Calcinha preta" (tsc, tsc), mas é muito raro ver alguém que conheça e que tenha uma opinião sobre Vital Farias, Chico César, Geraldo Azevedo, Alceu Valença.
      Talvez vc me diga que a culpa disso é do fato dessas pessoas visarem apenas dinheiro, mas Herbert Vianna - paraibano, pra quem não sabe -, Zé Ramalho e tanta gente por aí também são conhecidos nacionalmente, também vendem suas artes. Te digo, portanto que não é de todo mal essa política de cultura de massas.
      Enfim...

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    8. Acho que deu problema no servidor e meu comentário desapareceu. Mas é como eu ia dizendo: Caras geniais como Zé Ramalho são uma tremenda minoria. Eu devo ter sido otimista ao chutar oitenta por cento. Na verdade acredito que mais de noventa por cento da produção artística produzida aqui seja descartável. Pra cada Vital Farias existem uns dez produtores de música de quinta categoria, não tenha dúvidas quanto a isso porque vivo no meio musical há muitos. Vivo na pele essa triste realidade. Tenho uma obra autoral que considero razoavelmente boa, mas esse tipo de produção é marginalizada por não gerar riqueza para empresários e produtores exploradores da ignorância do povão, que sempre vai aonde o peão aponta para a boiada ir... Uma pena, mas é fato.

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    9. Carlos, sinceramente, eu cansei.
      Eu não sei quantos anos você tem, dependendo da sua idade talvez não aceite conselhos de uma garota de quinze anos, mas acho que, quando a gente se incomoda, fazemos algo pra mudar.
      E o que você tem feito pra mudar essa sua triste realidade?
      Amigo, pegue sua obra, multiplique em cds e jogue de cima do Pão de Açúcar!
      É uma metáfora, mas estou falando muito sério. Quando o João falou que música brasileira dá trabalho de ouvir, é por isso. Pq gente como você, preocupado em não massificar-se, acaba com medo de popularizar-se.

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    10. Oi, pensei que não tivesse me respondido mais. Hoje fazendo uma faxina na caixa de spam, vi que seu email tinha caído lá...
      Quanto a aceitar seu conselho, aceito sim!
      Seu conselho é sábio!
      A idade da pessoa não importa quando ela diz algo sensato.
      O oposto também é válido. Tem muita gente com oitenta anos dizendo bobagem! rs
      Acho que este seu último post indicou um meio termo entre as suas postagens anteriores e as minhas.
      Minha única ressalva é quanto à frase "música brasileira dá trabalho de escutar".
      Música boa do mundo inteiro dá trabalho de escutar, e, principalmente dá trabalho de FAZER!
      Música ruim não dá trabalho para ouvir nem fazer, independente da nacionalidade!

      Obrigado pelas dicas de divulgação, mais uma vez! ;)

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  4. Este comentário foi removido pelo autor.

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  5. Pelo pouco que li em teu blog, deu pra perceber, como disse Rui Barbosa, o sábio pensa a longo prazo. Como no poema "Catar Feijão", de João Cabral de Melo, há um esmero em escolher bem as palavras que ressoarão no papel, pois elas são nosso "poder sobre o mundo", como disse Clarice Lispector. Numa WEB onde cada vez mais impera panfletarismo lazarentos, opiniões rasas ou textos envoltos em rebuscamentos arrogantes, seus comentários são um dos poucos oásis de sensatez que tenho encontrado. Digno de nota são, pelo menos os que li, comentários elegantes de leitores igualmente inteligentes que procuram opinar, concordando ou não, de forma salutar sem cair num nazi- fascismo intelectaloide. Além de você conduzir o debate de forma limpa, detendo- se nas idéias e argumentos. Parabéns! Ganhaste um admirador! (Marcus Américo)

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