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Paralamas do Sucesso | Alagados

     Herbert Viana, um pouquinho paraibano, meio fluminense, quase goiano, homem de tantos gentílicos, juntamente com o seu amigo e colega de banda, o baixista Bi Ribeiro, compôs Alagados, uma linda homenagem às favelas do Brasil e do mundo.
     A música, no seu estilo todo próprio, misturando guitarras elétricas com o ritmo que vai do reggae aos ritmos africanos com grande facilidade, retrata uma realidade com a qual nós, brasileiros, estamos bem acostumados.



Alagados

Todo dia o sol da manhã vem
e lhes desafia,
traz do sonho pro mundo
quem já não o queria.
Palafitas, trapiches, farrapos:
filhos da mesma agonia.

E a cidade que tem braços abertos
num cartão postal,
com os punhos fechados na vida real,
lhes nega oportunidades,
mostra a face dura do mal.

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré:
A esperança não vem do mar,
nem das antenas de TV.
A arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.

Todo dia o sol da manhã vem
e lhes desafia,
traz do sonho pro mundo
quem já não o queria.
Palafitas, trapiches, farrapos:
filhos da mesma agonia.

E a cidade que tem braços abertos
num cartão postal,
com os punhos fechados na vida real,
lhes nega oportunidades,
mostra a face dura do mal.

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré:
A esperança não vem do mar,
nem das antenas de TV.
A arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré:
A esperança não vem do mar,
nem das antenas de TV.
A arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré:
A esperança não vem do mar,
nem das antenas de TV.
A arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.

Alagados, Trenchtown, Favela da Maré:
A esperança não vem do mar,
nem das antenas de TV.
A arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.
A arte é de viver da fé.
Mas a arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.
Mas a arte é de viver da fé,
só não se sabe fé em que.

     A primeira estrofe refere-se ao dia-a-dia de cada cidadão, que deixa de lado seus sonhos e ilusões ao nascer do dia, partindo para o trabalho e enfrentando a realidade nua e crua que os acompanha sempre.
     Já na segunda estrofe, os compositores focaram-se no Rio de Janeiro, cidade tão maravilhosa quanto cruel, que esconde, atrás de uma imagem de que tudo é bom, favelas repletas de problemas sociais e de injustiças.
     E no refrão, simplesmente, cita favelas brasileiras, como Alagados, na Bahia e a Favela da Maré, no Rio de Janeiro, além de citar Trenchtown, favela jamaicana e terra natal de Bob Marley.
     Falam ainda da descrença que deveria haver em cada um dos moradores de favelas (ou comunidade carente, chame como quiser) decorrente de tanta falta de recursos, de uma vida dura, do trabalho nada recompensador, que nem mesmo recompensa a dor que sentem. Mas uma descrença que deveria existir e que não existe: a arte de viver da fé, a arte de sofrer sorrindo e de fazer piada dos sentimentos alheios.



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2 comentários:

  1. Poucas palavras, mas com um conteúdo imenso e tão pouco explorado pelo artista de hoje...Uma pena!

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